segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Falta de inspiração

"Peter... Peter!" - Tentando inutilmente o chamar de volta para a vida.

Virou-se com os olhos famintos de respostas, encarando-a. Fitou-a por um instante; Olhos rasgados e azuis, cabelos lisos e muito negros. Os homens atrás dela, todos de preto, seguravam suas espadas como quem tem em mãos a decisão entre a vida e a morte. Ela se vestia como um deles, como um homem. Mas diferente destes segurava sua espada como quem segura a própia alma, a própia vida e a própia morte. Ela se aproximou se Lucy e olhou dentro dos seus olhos.

"Por que tudo isso?" - indagou Lucy

Lucy sentia os olhos daquela criatura invadindo seus olhos e penetrando em sua alma. E com os olhos dentro dos de Lucy, segurou-na pelo queijo e levou seu rosto bem perto do dela e sussurrou sem desviar o olhar:

"Vossa Majestade, Lucy Morghan Baudelaire, é para o seu própio bem!" - E a espada ,com o gume perfeitamente afiado, daquela mulher de preto penetrou a carne de Lucy, transpassando seu estomago até sumir-se quase por inteira. A lâmina que em um momento estava limpida, no outro estava suja com o sangue mais vermelho que se pode imaginar.

"Watashi wa Ryuu desu... Doo itashimate" - Tirou da faixa amarrada em sua cintura um pano, limpou a sua espada e atirou o pano ao chão. Foi então que um vulto avançou com fúria em direção à Ryuu. Ela desviou-se com uma facilidade absurda. Ele olhou-na com ira:
"Como pôde?" - Disse o Cavaleiro Branco como se usa-se suas palavras para atingi-la brutalmente. Apanhou sua espada da bainha e foi com toda o seu ódio rumo à assassina de Lucy Morghan Baudelaire.

Ryuu, com um só golpe, atirou-o no chão desprovido de sua espada. A ponta de sua espada rente ao pescoço do 'Invensível Cavaleiro Branco'; que era como o chamavam até então. O Cavaleiro assustado com a repentina derrota olhava para a Katana logo abaixo de seu queixo. A assassina ordenou aos seus guerreiros negros:

"Peguem-na, está na carruagem!" - Rapidamente os homens colocaram a katana na saya(bainha), e retiraram da carruagem real um bolo de panos. estavam pronto para partirem.

"Não poderei ficar para um duelo mortal... Gomenassai! - Com a própia espada retirou a máscara que escondia o rosto do ser rendido ao chão. Abaixou-se, ajoelhou-se sobre o peito do Cavaleiro e segurou o seu rosto. E com a ponta da Katana fez um risco no olho esquerdo do Cavaleiro Branco, desde um pouco acima da sobrancelha, passando pela pálpebra e terminando só na maçã do rosto.

"Sugiro, Cavaleiro Branco, que mostre o seu verdadeiro rosto antes que ela morra! Eu sabia que apareceria, porisso eu dei a ela uma morte lenta. Caso contrário ela partiria pensando que você morreu!" - sussurrou sem tirar a Katana da ameaça mortal.

Levantou-se com um graça angelical e heróica, guardou a sua espada e despediu-se:
"Sayounara!" - E logo em seguida, desapareu com seus homens e o monte de panos no meio das árvores.


O Cavaleiro ,com um risco de sangue sobre um dos olhos, olhou para Lucy; pálida como nunca, abraçada a Peter, morrendo um segundo de cada vez. Ele se levantou e foi até ela, caiu de joelhos diante dela, e Lucy nem o percebia.
"Lucy..." - disse ele - "Sou eu!"



Continua...





Kuromi Markgraf

4 comentários:

r a f a disse...

continue mesmo!!
quero mais!!!

só nao entendi o falta de inspiraçao...

Marra Signoreli disse...

pois é... deixou o suspense...

Feänor disse...

Correndo o risco de incorrer no pecado da soberba, eu lhe confesso que seus comentários me trouxeram um largo e sincero sorriso...

Você, como aspirante a escritora assim como eu, certamente sabe bem do que eu falo. O reconhecimento de nossas pífias obras (e eu falo pelas minhas agora) é tudo o que podemos almejar...

Obrigado pelas suas gentis palavras. Me deixou até envergonhado... Não acredito que meus humildes textos estão à altura dos seus elogios, mas fico feliz por você ter gostado.

Vi no seu perfil que você também quer ser escritora. É um dos meus sonhos, embora eu tenha praticamente desistido dele. Substituí por outro sonho: ter uma editora e dar uma chance com ela aos brasileiros que possuem talento, mas que não conseguem ingressar no sujo mercado editorial que só incentiva mesmo fórmulas prontas de best sellers. Um sonho ousado, que não sei se poderei realizar... Mas pretendo começar com uma livraria.

Seu blog, confesso, não tive tempo de ler. É que eu acabei de acordar, e estou atrasado para o trabalho... Mas eu garanto que vou ler seus textos, e assim que o fizer, deixarei minhas impressões sobre eles aqui.

Obrigado mais uma vez... Será sempre bem-vinda no meu pequeno blog...

Bjs!

Marcelo disse...

e a porrada vai comer hehehehe