Sinceramente eu não deveria ter criado a postagem anterior.
Se bem que vocês não sabem o meu nome(eu acho!).
Certo, vamos acabar com isto de uma vez!
(embora sempre tenha uma história depois do fim... o fato é que eu mais uma vez comecei pelo lugar errado)
*idéias à mil*
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
A Rainha Lucy mal conseguia olhá-lo nos olhos, se concentrava apenas no corpo gélido de seu amado, Sir Peter Markgraf. O Cavaleiro insistiu:
"Lucy, por favor, olhe para mim! Sou eu... Edmundo!"
Edmundo, esse nome lhe soou como uma bomba, ela ficou congelada com os lábios na testa de Peter, ou do que havia sobrado dele.
"Lucy?! Por favor, fale comigo! Não temos muito tempo, eu..." - foi interrompido pela voz fraca de Lucy.
"Onde foi que você esteve quando mais precisei? E porque resolveu voltar justo agora?" - Seus olhos estavam morrendo aos poucos.
"Lucy... Eu tive medo! Medo da guerra, eu não queria morrer, eu fugi! Eu ia voltar para te buscar mas..."
"Você não voltou, não importa mais!"
"Se estou aqui? Lucy, Eu... Te amo, eu te amei o tempo todo!"
"Não Edmundo, você foi egoísta! Você me permitiu acreditar que você havia morrido sendo que eu te amava. Eu tentei tirar a minha vida, e não havia faca ou lâmina que cortasse o meu pulso, ou penetrasse a minha carne. Eu te odiei Edmundo, eu te odiei. Você morreu e me deixou sozinha reinando em um reino que não me pertence. Cuidando de súditos que não eram meus, você m..." - A dor aumentava, seu tempo era contado. - "Está vendo este cadaver entre o meus braços? Ele me acolheu quando eu não tinha ninguém, e me encontrou quando eu me escondi do mundo. Este é Peter Markgraf, o homem que me amou de verdade! É a ele quem eu amo!" - Um longo suspiro. Força Lucy, força! - "Eu senti a sua falta, senti muito a sua falta. Eu amei você ,Edmundo, e pensei ter me amado também, mas você não o fez!"
"Claro que eu..." - Tentou argumentar
"Chega, Edmundo, chega!" - O interrompendo mais uma vez - "Agora é a minha vez de falar; a primeira e última! Eu não amo você! Mas eu lhe desejo toda a felicidade do mundo, o reino é seu denovo. E que haja justiça nesta terra; que você venha a sentir a minha falta assim como eu senti a sua. E que saiba que o seu egoismo e sua covardia o amaldiçoou, desde que virou as costas para mim, os seus dias assim como muitos dos meus se tornaram malditos. E que assim como eu, encontre um forma de reverter isto."
"Eu sinto..."
"Você não sentiu nem a metade ainda! O homem que amo morreu, eu estou morrendo... os malditos segundos, um a um. Meu tempo se esvai junto com o meu sangue... Eles a levaram, Edmundo. Minha flôr! Eles a levaram!"
"Levaram o que, Lucy? O quê?" - Indagou apavorado, segurando Lucy pelos ombros.
"Minha Flôr!" - Os ultimos segundos escorriam de seus olhos - "Acabou meu tempo!"
"Lucy, por favor, diga-me apenas mais uma vez que me amou! Diga-me que você me amou!" - Suplicou quase aos prantos.
De súbito um brilho voltou aos olhos de Lucy, ela o olhou no fundo dos olhos e balbuciou suas ultimas palavras:
"Eu não amo você, Edmundo! Adeus!" - E fechou os olhos para a vida, e os abriu para a morte.
Edmundo abandonou o corpo de Lucy ali mesmo à relva, e gritou, gritou tanto e tão alto que se se podia escutar de longe. Dizem ter sido o grito mais doloroso que já ouviram. Um grito que era capaz de doer toda a alma, todo o corpo só de ouvi-lo. Um grito de dor, de sangue, de arrependimento. E foi ali, naquele momento, naquele brado de dor que Edmundo sentiu na pele o significado de "Tarde demais".
Fim
(Embora sabendo que sempre há uma outra história depois do fim)
Kuromi Markgraf
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
7 comentários:
Interessante o blog.....
comentário da brinkadeira do orkut...
visite o meu:
http://teamgeek1604.blogspot.com/
Abraços......
Opa, Kuromi, blz?
vim retribuir sua visita lá do post do Monobloco.
Respondendo seu coment:
rsrsrs
podes crer, quando vc menos imagina algo bom, é ali que está...
vlw pelo elogio do blog tb...
Sobre o teu post aqui:
putz, me embolei td, acho melhor eu ler o post anterior tb...
gostei do blog, minha primeira visita aqui...
Aguardo novas visitas tuas lá no Reflexões!
Texto atual, 60 anos da morte de Mahatma Gandhi.
Comunidade: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=42970688
Blog: http://reflexoesdeumlouco.blogspot.com
Grande abraço!
Por que vc não deveria ter postado o post anterior???
Gosto dos seus textos!!
Bjs
Cada texto seu é melhor que o outro...Passando pra ver as novidades para te dizer que deixei alguns selos pra vc no Humoricando...
Passa lá pra pegar...
Bjus
http://humoricando.blogspot.com
Seu blog me causou uma boa impressão...
Li todos os seus textos mais antigos (comentei alguns também), e posso lhe dizer que gostei do que vi.
Preciso ler estes 2 últimos, mas vou salvar o link do seu blog no meu para visitá-la mais vezes...
Não lembro se você me disse ou se li no seu perfil que seu sonho era ser escritora ou jornalista (ou ambos)...
Pois então, anime-se! Você já é escritora!
Escrever, você já escreve... E muito bem! Isso é ser uma escritora... Independente de publicação em livros - ainda mais nos dias de hoje, onde temos as facilidades cybernéticas do mundo moderno.
Agora, se você deseja viver de suas produções... Continue escrevendo! Treine! Escreva! E, claro, leia muito, porque todo escritor é, antes disso, um leitor...
Essa é a única fórmula do sucesso neste meio tão crítico e selvagem que é o da produção literária.
Mas tens futuro, eu sei disso...
Bjs!
Colega de ofício, esqueci de lhe comunicar:
Tem um prêmio para seu trabalho no meu blog. Passe por lá quando puder para retirá-lo...
Esse foi o tamanho da impressão que tive ao ler teus textos... ^^
Esse é um dos grandes temores de toda pessoa que ama. Que tem família, amigos, amor. É o receio de que, quando note-se a necessidade de que algo seja dito ou feito, o tempo para tal já tenha se esgotado. E então o arrependimento será cruel.
Adorei o seu texto. Adoro narrativas bem escritas e detalhadas. Achei seu blog em um outro blog e vim olhar! Rs. Parabéns pela sua capacidade literária!
"E fechou os olhos para a vida, e os abriu para a morte."
Postar um comentário