domingo, 17 de fevereiro de 2008

Estou com medo!

Minha palavras são coisas tão utópicas e incompreensíveis. Perigosas.
Tenho medo de assustá-los com a minha loucura aparente e latente. Com base em meus vicios esmaecidos e inuteis.
Tenho medo de dizer tudo o que eu penso e tudo o que eu vejo e acabar por assim estar, só e solitária outra vez. Apenas escrevendo coisas para mim, e para os meus amigos invisiveis.
Tenho medo de dizer tudo sobre mim e amedrontar o mundo lá fora, medo de ser um mutante imbecil.
Medo de ser jogada em uma gaveta e deixada lá, para todo o meu sempre.
Tenho medo da sua leitura, e da sua interpretação, medo do seu entendimento. Eu tenho medo da sua aptidão em ler as entrelinhas.Minhas escrituras
Tenho medo de que as minhas palavras construam um mundo morbido e sonhador ao seu redor, e então você prefira ir embora para a casa.
Tenho medo de escrever sua vida, e mais ainda de escrever a minha vida.
Peças de um quebra-cabeça, palavras de um livro, o significado da escrita.
Minha mente me induz a dizer coisas completamente insanas, coisas de um mundo diferente do que chamamos de Terra. Minha imaginação constroi imagens apartir de palavras jogadas ao vento, jogadas à brisa ao relento.
Meus dedos, minhas mãos, meus pulsos, meu sangue, meu coração... Apenas palavras!
Um aperto do lado esquerdo do peito, um arrepio transgênico como se minha alma de súbito abandonasse a minha carne às aves de rapina. O ar pesado como se a terra pesasse sobre o meu peito, me esmagando sob o solo deste mundo, sob os pés daqueles que se dizem vivos como eu.
Morte e Vida!
Abrindo os olhos e vendo que na verdade tudo aquilo foi apenas um momento de satisfação. O exato segundo em que cheguei ao ápice de minha realizações, ou ainda ao cume da presença. Apenas um sórdido olhar repentino sob meus atos incredulos da realização dos sonhos mais estimados. Um vínculo com um olhar concorrente num mundo de pessoas com caminhos paralelos. A cadeia da liberdade, que nos prende ao livre arbitrio e nos fixa às escolhas únicas. Suspiros incontidos refletidos em sentimentos desconhecidos que nunca foram assumidos diante ao brilhos das estrelas. Apenas um segundo ou dois, e o tempo perde todo o seu significado, basta o menor contato das faces para que um segundo perca a finutude fútil de seu tempo insignificante diante a tantas outras coisas na vida. Um segundo que dura mais que almas com o fulgor de estrelas jovens e dintantes da morte terráquea. Uma palavra, e o mundo se desmaterializa atrás da cena principal. Duas palavras e nem importa se existe de fato um Universo infito lá fora. Três palavras e eu cumpro a minha missão, e então nada mais tem valor. As unicas coisas que existem são as palavras deitadas em seu ombro direito, e olhares eternamente concorrentes entre nós que nunca nos separam, apenas nos unem.
Três palavras exatas!
Quatro palavras e minha missão falhou. Encarei o brilho das estrelas e a intutilidade do mundo, manti minha boca entreaberta e tomei para mim o fôlego necessário, e hesitei.
Quatro palavras, incapacidade!
"Eu vejo gente morta!"



Kuromi Markgraf

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Um... Dois... Três...

Um... Dois... Três...
Pode parecer loucura, mas é assim que é.
Nada faz tanto sentido quando você está longe.
E quando você está perto, não me importa o sentido de nada.
Afinal, você está ali, então está tudo bem.
Para que eu iria querer encontrar o sentido das coisas, se quando estou vivendo o melhor dos momentos de minha vida, o sentido se perde em meio aos meus sentimentos.
As palavras pulam dos lábios e fazem o caminho que desejam.
Felicidade; Gosto disto.
Você pode não entender, mas eu bem que estou tentando explicar.
Não tem nada além da inconsciencia.
E se tem, eu não sei o que tem nisso.
É simples: o sentido da vida não tem tanto sentido assim.
E eu não temo coisa alguma ao saber disto.
Isto é, se você viver ao meu lado, eu não me importaria.
A presença ou a falta de sentido nas coisas se perdem em você.
Quando você me abraça a vida é apenas tudo isto aqui.
Porque é abraçando você que eu percebo que meus pés tocam o chão.
Se você segurasse a minha mão, não importaria para onde a minha vida me levasse.
Se você continuasse segurando minha mão sempre, todo lugar seria um bom lugar.
As pessoas procuram o sentido das coisas, e mal sabem elas que as coisas não tem sentido nenhum.
Tanto faz, ter ou não ter, continuam sendo o que são.
Sentido, se vem ou se vão.
Para lá ou para cá, isto é direção.
Isto sim é importante.
Não importa o caminho que tome, você sabe onde quer chegar.
E se sabe onde quer chegar, você vai chegar lá.
Não adianta procurar o sentido das coisas que eu falo, elas não fazem sentido algum.
Na verdade o que realmente não tem sentido é procurar o sentido nas coisas.
Para quê?
Se você acha que tem, então vai ter.
Se você acha que não tem, nem adianta procurar.
Na verdade o que eu estou tentando dizer é que não importa muito o que cerca você.
Se você tem uma pessoa em quem possa confiar em todos os momentos de sua vida, você estará sempre bem.
Porque tê-la ao seu lado, isto faz sentido.
Pode não fazer sentido para muita gente, mas se faz para você, é o que conta!
E gostar de você, isto tem muito sentido para mim.
Se não for você o própio Sentido.
Não importa o sentido, e sim o que me faz sentir.
Um... Dois... Três...




Kuromi Markgraf

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Garoto do Pátio da Escola

Meus vicios me ocultam atrás das horas perdidas e dos rémedios para o sono quase eterno. Meus cantos me acolhem como amigos compreensivos que me esperam sempre. Minhas mãos escondem o meu rosto sujo de lágrimas cristalinas que ninguém quer ver. Meu pés fazem o caminho por sí própios, não adianta tentar transparecer. A vida nessa escola é pacata, a vida nessa escola é vazia.


Aquelas paredes me dizem coisas sobre um passado feliz e sobre um passado triste. Elas me mostram as lágrimas que você enxugou ao me encontrar quieta e muda, tentando de toda forma entrar para dentro de mim, e sumir.
Aquelas paredes me dizem coisas sobre uma perda insubstituivel, sobre olhares incontidos, sobre o medo e sobre o seu silêncio. E aquelas paredes me dizem coisas sobre um garoto me puxando e me pedindo para falar, e sobre um lição de moral, sobre arrependimento e sobre mudança. Aquelas mesmas paredes me dizem coisas sobre perdão!
Aquelas outras paredes logo ali, me dizem coisas sobre um abraço impulsivo e proporcionado pela força da saudade. Aquelas paredes me dizem coisas sobre como segurar uma mão e sobre como me sentir bem. Aquelas paredes me dizem coisas sobre um "cantor" que cantava e olhava para mim, e eu quase morria envergonhada. Aquelas paredes me dizem coisas sobre fotos e sobre pessoas pulando e gritando algo como um grito de guerra.
Aquelas paredes me dizem coisas sobre um garoto concentrado nos seus estudos, falando sozinho e perguntando tantas coisas a sí própio. Aquelas paredes me dizem coisas sobre uma carta que tinha de ser passada a limpo, e sobre um frio na barriga. Aquelas paredes me dizem coisas sobre esperas depois da prova.
Aquelas paredes me dizem coisas sobre uma confusão, sobre um boato, e sobre uma fuga para o banheiro devido a uma aula ruim. Aquelas paredes me dizem coisas sobre um garoto que ia sempre me buscar para conversar. Aquelas paredes me dizem coisas sobre uma tarde atarefada, subindo e descendo escadas, correndo atrás de taxinhas e figuras impressas em papeis sulfite.
Aquelas paredes me dizem coisas sobre o último dia de aula e também sobre a minha repentina invasão ao banheiro masculino. Me dizem também coisas sobre pessoas molhadas, umas felizes outras tristes, e dizem coisas sobre um fixa caindo. Me dizem coisas sobre um bolo de chocolate em dívida e videos gravados pelo celular. Me dizem coisas sobre um abraço estranho depois do último dia de aula.
E aquelas paredes bem ali no canto, me dizem coisas sobre a contagem regressiva, sobre lágrimas e sobre um garoto me abraçando e dizendo que iria ficar tudo bem. Que iria ficar tudo bem!


Aquele garoto, que estava sempre no pátio da escola, sempre perto de mim, sempre tão perto de mim. Aquele garoto continua comigo, mas tão longe.
Aquele pátio anda tão vazio, tão frio, tão remoto, esvaecido, inerte... Morto!


Quem diria que quem realmente fazia o pátio ser o que foi, era você. Sei que me acha louca, e que leio bobagens e depois fico tendo atitudes preciptadas. Sei também que acha que tudo o que eu escrevo é apenas uma forma de contar para todos como me sinto, ou apenas para mim mesma, ou para você. Sei que sempre vou ter algum defeito para que você aponte, e sempre um motivo para que eu o concerte. Sei que vou sempre ser essa garota viciada em minha falta de auto-estima e sempre sentada no chão, porque quer que seja.
Sei que eu não vou conseguir dizer aquilo que tanto quero a você tão cedo, e você não fará tanta questão. Sei que minhas manias para você são graça, e suas manias para mim são pedras preciosas. Sei que nada do que eu digo faz sentido, se é que há sentido nas coisas que digo.
Sei que eu não sou prioridade em sua vida, talvez nem queira ser; ler algumas palavras de sua autoria já me fazem feliz por uma semana inteira.
Sei que minha felicidade é estranha, e minha tristeza é chata. Sei que que as minhas palavras são repetidas e minhas metáforas são idiotas. Meus textos nuncam passam disso, e meu diário é perda de tempo.
Sei de tanta coisa, mas não consigo deixar de ser eu mesma com você. Apenas eu mesma.


Você vai dormir e eu fico acordada pensando em qual terá sido a última coisa em que pensou, e se já terá dormido. E eu durmo agradecendo "Obrigada, obrigada!", meu mantra de ninar, e ainda sim tão sincero.


Este, como todos os outros, será um monte de palavras que você não entenderá muita coisa, mas eu entendo. E para mim elas são necessárias; como seus abraços e seus beijos de despedida em meu rosto, como seu cheiro e o seu ombro, como suas mãos e os seus olhos. Como você e como eu mesma. Coisas que se fizeram necessárias com o passar do tempo.
Eu sei que não são todos os sentimentos como este que duram para toda um vida. E é porisso que eu gosto tanto de senti-lo todos os dias, como um perfume empregnado em sua roupa favorita, que você não sabe quando vai senti-lo outra vez. Não apenas o perfume, mas a mistura perfeita do perfume e daquele cheiro único. Tenho sim medo que acabe, mas não tenho medo de cair. Pois das quedas vêm a necessidade de se reerguer, assim como é com espinhos no dedos que se rouba uma rosa.


Um dia, meu garoto, eu lhe digo tudo de uma vez; aquela coisa que os poetas gostam de escrever.
Um dia, meu garoto, você vai acordar e vai lembrar das minhas palavras e vai sorrir involuntariamente, e então rir de si mesmo por se surpreender.
Um dia, meu garoto, você vai ver, que os meus olhos dizem mais coisas do que consegue enxergar.
Um dia, meu garoto, estaremos nós; eu e você, juntos naquele pátio denovo. Apenas olhando e escutando o que aquelas paredes tem para nos dizer.
Um dia, meu garoto, você vai me abraçar e vai ver o como eu meu sinto bem ali, em você.
Um dia, meu garoto, eu vou tentar mais uma vez; vou olhar no fundo dos seus olhos abrir os meus lábios, balbuciar qualquer coisa e rir. E você vai entender tudo o que eu queria lhe dizer.


Para muitos, ou ainda para todos, aquelas paredes nunca vão passar de tijolos empilhados, e o pátio apenas um lugar para esticar as pernas depois das aulas chatas.
Mas para mim aquelas paredes são páginas de um livro, escrito por mim e por você. Páginas repletas e cheias de lembranças. E aquele pátio é o ponto de partida.
Os tijolos podem vir ao chão, e o pátio partir-se ao meio; as lembranças permanecerão.

E por mais que o tempo tente apagar tudo, o cara que estava sempre naquele pátio, e que sempre me salvou da solidão dos cantos mais remotos da escola; aquele garoto do pátio, será sempre você.
Uma vez escrito, para sempre escrito.


Verba volanti; Script Manent, do latim, as palavras voam; a escrita permanece.


E tudo isto está escrito em mim!


Kuromi Markgraf

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Sem idéias hoje! T__T'

Não tenho a minima ideia de sobre o que escrever.
Bem eu não sou uma maquina de escrever bonito, eu sou humano também!
Eu não pretendia falar sobre mim não, mas eu não tenho nada para dizer.

Meu nome eu disconheço, mas o meu criptônimo é Kuromi Markgraf, e tenho 16 anos.
Moro no Reino de Peluctia onde o meu mestre Sir Wollot é Marquês, sim, Marquês de Peluctia.
Ele é como o meu professor, ele que me ensinou tudo o que eu sei, a ele eu devo a minha própia vida, pois ele um dia salvou a minha.

Gosto de ler sob a antiga árvore do penhasco, que dizem ser mágica. Eu nunca vi nada, ela para mim é apenas diferente; Seu tronco e seus galhos são vinho ou um rosa bem escuro, suas folhas são lilás e as flores são roxas. O céu sobre o penhasco é amarelo durante o dia, e dourado durante a noite. A graminea ao seu redor é levemente azulada. Adimito o lugar é maravilhoso, mas nunca vi nenhuma "magica" que dizem que ela é capaz de fazer. Todo o Reino de Peluctia e o Vale do Rio Thunderbräwsk é perfumado pelas suas flores, e que cheiro maravilhoso. Dizem que ela dá frutos, mas devido a um motivo oculto ela deixou de produzir a especie de cereja mais perfeita e deliciosa que se pode imaginar, na verdade dizem ter sido a melhor fruta que já provaram.

Outra coisa que prezo muito é brincar com o meu sapo de estimação, que eu chamo de Lorde Sapo. Sou tão ligada a ele que posso ouvi-lo falando comigo, e é porisso que me acham uma garota esnobe. eu deveria estar nas aulas de ballet, piano e violino. E ao invéz disso eu brinco com o meu sapo.

E quando tenho tempo e algo decente para postar, eu venho até aqui. Mas não é sempre que eu tenho esse tempo, e tão pouco o prazer de ter algo para postar.

Aos que comentaram e não tiveram uma resposta ainda, me perdoe!
Mas eu responderei a todos, é que eu sou um pouco lerda mesmo!

Acho que já me conhecem o suficente, não há muito para saber sobre mim.
Pois bem, que todos fiquem com Deus.
Grata por todos que lêem e comentam em meu Blog pacato.


Kissu ;**

Sayounara!


Kuromi Markgraf