Seus olhos comem a minha consciência, uma mordida por vez, degustando vagarosamente e sentindo o sabor de minha vida, deitados no conforto de minha memória. Iluminam o chão em que piso e me acolhem por alguns minutos em suas íris de tal amplitude e profundidade, no mundo em que escondem, no qual eu desejo deveras viver. E então de súbito volto ao meu corpo, tocado pela realidade e arrastado pela sanidade. É neste momento que percebo que seus olhos não estão sob o meu alcance, então eu me calo e tento esquecer a solidão.
Kuromi Markgraf
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário